Governo do Distrito Federal
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11/06/14 às 13h52 - Atualizado em 29/10/18 às 12h38

Ouvidores vão atuar durante a Copa em ação especial contra o racismo

Na manhã desta terça-feira, 10, foi lançada pela Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial (SEPIR-DF), a campanha “Copa sem Racismo”. O objetivo é sensibilizar a população do Distrito Federal e os visitantes, neste período da Copa do Mundo FIFA, sobre o crime de racismo.

Durante todos os dias de jogos realizados em Brasília, profissionais das ouvidorias especializadas do GDF estarão de plantão prontos a orientar e encaminhar a vítima de racismo para registro de denúncia na delegacia e no serviço do Disque Racismo 156 – Opção 7, caso ocorra qualquer tipo de comportamento racista contra a população negra, cigana, indígena e de comunidades tradicionais de terreiro.

Durante o lançamento da campanha, no salão Branco do Palácio do Buriti, autoridades locais defenderam e enalteceram a ação – que tem apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, do Governo Federal. Veridiano Custódio, secretário da SEPIR- DF destacou a importância do projeto no âmbito do DF e salientou que essa é mais uma ação “para o enfrentamento ao racismo e uma maneira de mostrar que o Distrito Federal  pode ser exemplo de respeito à diversidade e a cidadania”.

A ministra Luiza Bairros também participou do lançamento da “Copa sem racismo” e destacou que a campanha mostra o aprofundamento da democracia visto que a sociedade vive um momento de maior conscientização de respeito ao próximo. Ela comentou acerca da nova política de inclusão social, referindo-se a lei sancionada ontem presidente Dilma – que que prevê cota de 20% para negros no serviço público.

“Estamos aproveitando a oportunidade de grande visibilidade para avançarmos com a consciência. Não podemos fazer uma Copa que nos orgulhe se há racismo. Esta campanha é uma forma concreta de enfrentar essa situação”, disse o governador Agnelo Queiroz, que participou da cerimônia.

Na ação “Copa sem Racismo”, a SEPIR-DF atuará em pontos estratégicos localizados no Aeroporto JK, Torre de TV, Rodoviária do Plano Piloto, Rodoviária Interestadual e na FIFA FANFEST – localizada no Taguapark, em Taguatinga. Nesses locais, será distribuído materiais informativos.

A ação também conta com a colaboração de alunos, maiores de 18 anos, participantes do programa “Brasília Sem Fronteiras” que atuarão como observadores durante os dias de jogos em vários pontos da cidade. Eles foram capacitados e estão aptos a identificar práticas de racismo.

Todos os dados coletados durante o período da Copa subsidiará levantamento estatístico dos crimes de racismo, neste período, no Distrito Federal. Em parceria com a Defensoria Pública e o Ministério Público do Distrito Federal o projeto “Copa sem Racismo” oferece, ainda, orientação jurídica e psicossocial.

Outra ação da SEPIR-DF é a parceria com o comando da Polícia Civil que vai disponibilizar as vítimas unidades policiais próximas dos eventos esportivos como as delegacias: 5ª DP (Asa Norte), a 12ª DP (Taguatinga Centro), a EQ 3/5- Área Especial (Setor central – Taguatinga-DF), 14ª DP – Gama (Setor Central) e Delegacia Móvel (Ônibus- na FIFA FAN FEST em Taguatinga).

Segundo o secretário da SEPIR- DF, Viridiano Custódio “a campanha ‘Copa sem Racismo‘ é mais uma ação da SEPIR-DF para o enfrentamento ao racismo e uma maneira de mostrar que o Distrito Federal pode ser exemplo de respeito à diversidade e a cidadania”.

BALANÇO – Desde março de 2013, quando foi criado, até maio deste ano, o Disque Racismo recebeu 11.775 ligações. Desse total, 153 foram caracterizados como casos de racismo e encaminhados ao Ministério Público do DF para apuração.

A Sepir acolhe as denúncias, registra os dados pessoais, garante o sigilo das informações, enviam aos órgãos pertinentes, informa a vítima sobre os encaminhamentos e providências, além de acompanhar e monitorar o andamento para a rede de proteção, defesa e responsabilização.

Estavam presentes na cerimônia de lançamento da campanha representante de diversas entidades como o Candomblé, os movimentos ciganos e centrais de comunidades tradicionais como a Afrocom.

Fonte: OGDF, com informações da Ascom/Sepir e Agência Brasília

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